Cronicas de um quarentao: mail recebido

domingo, 10 de fevereiro de 2008

mail recebido

REENVIEM PARA TODOS OS QUE PUDEREM, SOBRETUDO PROFESSORES.
De um engenheiro, marido de uma professora.
A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte:
Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho.
Passo a explicar: Pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho. Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica. Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas, etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado (*mal *) a fazer em casa. É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho. - É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho. No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer. Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. (Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que, como estes se acotovelam na escola, o melhor será irem para casa? ) Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?
Deixem de ser um *bando* e passem a actuar como um *GRUPO*. *TODOS * para as escolas desde manhã a cumprirem o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural.
*Atasquem* completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto.
*Deixem-se* de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal.
*Provem* de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente.
*Substituam* os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os assuntos de forma séria.
*Sejam* de uma vez por todas *PROFESSORES UNIDOS*. Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM. Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e lhe pergunto se não se vem deitar.
Agora, façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos amigos, especialmente os professores. Comecem a divulgar esta ideia e façam entender a este Portugal e ao Ministério da Educação a importância do professor.
Filipe Pinheiro de Campos Bragança

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